Cresci a ver o meu pai ser julgado pela forma como se vestia. Era um dos homens mais notáveis que já conheci — curioso, generoso, cheio de dignidade. Mas a forma como as pessoas olhavam para ele quando entrava numa sala, por vezes, antes de dizer uma palavra — isso ficou comigo.
Nunca decifrei o código eu próprio. Anos na moda, e sempre a mesma ansiedade cada manhã: parado em frente ao meu armário, sem saber. Escolher algo. Esperar que ninguém notasse a incerteza.
Agora tenho um filho de dois anos. E quero ser alguém de quem ele se orgulhe — não só pelo que construí, mas pela forma como entro numa sala. Não por vaidade. Pelo tipo de confiança que lhe diz: tu pertences aqui. Tens direito a ocupar espaço.
O FittingMe existe porque esse sentimento — a vergonha silenciosa de não saber como parecer tu próprio — merece uma resposta real.
Sem julgamentos. Só um espelho que ajuda.
— Ismail
Fundador, FittingMe.AI
